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Odiar a rotina me fez amar a propaganda.

Odiar a rotina me fez amar a propaganda.

Imagine que você é um advogado: Você recebe um problema.

O problema é muito parecido com o de um cliente atendido meses atrás. Lembrando disso, folheia as inúmeras páginas de processos arquivados dentro de caixas ao lado da sua mesa num escritório quase que monocromático até achar o que procura: o processo que foi resolvido anteriormente, e que resolverá o próximo.

 

É igual.

É

tudo

muito

igual

e repetitivo.

 

É essa rotina empresarial que mata qualquer pessoa criativa. A ausência da necessidade de resolver velhos problemas de maneiras novas e por vezes, mais eficientes.

Portar-se algumas vezes do lado bonzinho da história, outras de maneira mais irônica. Resolver tudo de um jeito novo, nunca pensado. Nunca com a mesma técnica. Isso nos torna criativos, e isso nos mantém vivos. Ou vai dizer que você nunca esteve naquele caminho, com o perdão da palavra, do caralho, até vir a realidade e te dizer: Já foi feito. E nesse exato momento, ter que começar tudo do zero, mas isso não necessariamente ser algo ruim?

 

Acompanhei a realidade e as diferenças de grandes, médios, e pequenos mercados nos últimos anos de trabalho, e vi pessoas escolhendo o sabor da pizza as 22h de uma sexta-feira por estar escolhendo a melhor tipografia para um trabalho que nunca tinha sido feito daquela maneira, muito menos acompanhada de uma boa pizza de carne seca. Assim como observei pessoas que se enquadram muito melhor em um escritório de advocacia.

 

Aonde quero chegar com todas essas palavras? Há dois lugares:

 

1º: Aos advopublicitários: Não tratem a propaganda como algo exato, sem história, e fria. Vocês estão matando-a. A propaganda é sim um negócio, mas é um negócio que inspira, diverte e mexe com as emoções das pessoas.

 

2º: Aos advogados: Não se ofendam, a única relação que eu tenho com a advocacia, são os seriados que assisti. Então, me perdoem.

 

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