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O Print morreu. Mas você acredita em reencarnação?

O Print morreu. Mas você acredita em reencarnação?

Antes de começar esse texto preciso deixar dois pontos
que são imutáveis para termos essa conversa:

1- A ideia é tudo, é o mundo, o cosmos. 
Sem ideia, sem vida, sem salvação. Ok?

2- Print é meio, não fim.

Voltando à programação normal,
quantas vezes você já ouviu a famosa frase
“O print morreu”? 

Agora temos variações
mais atuais: “Não tenho 1 print na pasta”,
“Não faço arquivos em alta”, etc.

Eu concordo com o laudo acima e assino junto o obituário como testemunha, realmente aquela caríssima página dupla da Veja no domingão não existe mais e nem mesmo os ossos ficaram para contar a história. Mas como toda morte precisamos de uma autópsia para sabermos mais sobre o caso.

Como palpiteiro de legista, afirmo:
“O print bateu as botas mas existe reencarnação”

Reencarnação está diretamente ligada à alma. E a alma do print chama-se: Craft. 

E como toda alma, essa é eterna. Está aí flutuando no nosso cotidiano dentro e fora das agências como nunca antes. O cuidado com a execução reencarnou em outros corpos, saiu das revistas e jornais para se tornar posts, apps, interfaces, pôsteres, pranchas ou simplesmente: imagens de impacto.

Tudo tem algum nível de craft. 

O craft está no design do seu carro, nas formas da sua bike, no layout do seu app mais usado, na arte do álbum
do seu artista favorito no spotify, nos letterings do vídeo da sua ação. 

Afinal: fontes, cores, diagramação e tudo isso que compõe essa alma
nunca irá morrer. Pelo contrário, terá cada dia mais recursos e novidades.

A Luerzer’s Archive por exemplo não é mais uma “revista” de prints,
é um acervo de crafts. 

Ali tem de tudo: ilustração, 3D, all type, todo tipo de composição para brindar os olhos e vender uma mensagem que pode virar qualquer
coisa depois, menos anúncio da Veja. Porque esse sim já morreu,
assim como a credibilidade da revista. Mas esse é outro 
enterro, digo, história.

Redhook
Bruno Regalo
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Co-fundador, diretor de criação e diretor de arte da Candy Shop. Diretor de arte #1 do ranking anual da Lürzer's Archive.

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