[ editar artigo]

Minha primeira vez. Em Austin.

Minha primeira vez. Em Austin.

So far, so good.

Bom, eu tava de férias na Colômbia. Mesmo. Total off. Passei frio em Bogotá, quase morri de sinusite no Cocora Valley e, por fim, eu me acabei de tanto comer "mango biche" em Cartagena, coisa da minha infância que só tinha em minha cidade nata (Minas Novas): mango verde com sal, super popular nas ruas de Cartagena, com adicional de limão e pimenta. Irresistível. E foi tudo uma delícia: calorzinho, torrão no catamarã, piscina. Ah, sem contar que em Bogotá eu passei um tempo com a família do Juan Felipe, meu intercambista colombiano, que passou 6 meses lá casa (Curitiba), fazendo intercâmbio na PUC. Virou família, né. Aí, conheci e convivi com a família dele na Colômbia por alguns dias. Rezei novena e tudo. Verdade! Tremenda experiência. 

Daí, decidi pular o Alaska (queria muito ver a aurora boreal) e vir direto pra Austin. Nesse momento era mais importante conhecer Austin, fazer networking na cidade. Afinal, em março a gente vai se aventurar no SXSW (South by Southwest, maior movimento de tecnologia, criatividade e inovação do mundo) com um grupo super bacana. Então, apesar de já ter uns contatinhos aqui (de trabalho!!), eu preferi vir dar uma olhadinha eu mesma. A ideia é explorar tudinho, viver como gente normal, fora dos dias de festival. Assim, eu descubro o caminho da roça e já compartilho com nossa galera que vem ao festival em março.

Pois bem, primeiro eu fiz Cartagena > Atlanta. Super rápido, 3 horas e meia, acho. Dormi am Atlanta e no dia seguinte eu fiz Atlanta > Houston > Austin. Como eu viajei de tarde e tinha 3 horas entre um vôo e outro em Houston, eu só cheguei em Austin às 21h. Até pegar a mala, 21h30. Aí já comecei a aprender coisas. Primeiro, você pega sua mala lá embaixo. E não pode pedir Uber ali fora não. Tem que cruzar as faixas amarelas até uma parte do estacionamento aonde você vai pegar um "shuttle" (tipo um ônibus escolar americano pitico), que te leva até o local onde você pode pedir e esperar seu Uber. Super simpáticas as moças do bus pinico e todo o povo do estacionamento. Até hoje, as pessoas mais simpáticas amistosas dos Estados Unidos no aeroporto (Em Atlanta eu achei que a mulher ia me dar uma porrada quando pedi ajuda pra encontrar a tag da mala na United. Sério.)

O chip que comprei e a organização dos transportes via aplicativo aeroporto.

 

Mas tá, vamos lá. Cheguei no lugar de pegar o Uber. Aí, tem as colunas com as cores e números pra você combinar com seu Uber ou Lyft. No Brasil eu nunca usei Lyft. Mas aqui me pareceu bem comum. E o valor é melhor do que o do Uber. Mas como não conheço, preferi o Uber mesmo, já que era de noite e eu ainda precisava pegar a chave com o cara do Airbnb. Ah, vale mencionar que fazia um frio lazarento. Eu não tava preparada. Calça rasgada (moda né!), tênis abertinho, jaquetinha vagabunda. Confesso que enquanto esperava, olhei a fila de taxi do lado esquerdo com um pouco de arrependimento... Esperei 4 minutos na coluna Azul, número 3. Chegou meu Uber. Era um cara simpático do leste europeu. Falava inglês mais ou menos. Mas a gente se entendeu. Deixou o carro bem quentinho pra mim. Conversamos bastante durante os 16 minutos do trajeto. Gastei 19 dólares. Acho caro quando penso no valor x 4. Mas ok, estamos na "América". 

Ok, agora sobre meu humilde lar: 350 dólares por 12 dias. Aí sim, hein!! Fala sério! Eu sou muito boa em achar hospedagem barata. Sério mesmo. Em Cannes eu humilho geral! Pode me contratar pra montar seu pacote! E o lugar é ótimo, do lado da UT (Universidade do Texas, uma das maiores dos Estados Unidos), 20 minutos a pé do escritório do SXSW (tenho reunião lá na sexta, super conveniente). Aqui perto tem busão, Starbucks, Caffe Medici, CVS (tem sanduíche, frutas, água... e remédios), Chick-Fil-A, Domino's, etc. Dá pra fazer tudo a pé. Aliás, eu comprei um pacote pra andar de ônibus e metrô que vale por uma semana, a 107 reais. Só não sei ainda como usar e nem aonde vou. Assim que descobrir eu conto.  
Meu humilde lar nos próximos dias. Barato e bem localizado.


O lance é: vim parar tipo... numa república. Mas se liga, não é qualquer república. É república americana, meu bem. São vários apartamentos, um do ladinho do outro. Piscina e jardim central, super cool no verão (imagino). Mas esses apartamentos são muito maiores do que várias kitinetes no Brasil. Maiores que muitos apartamentos que alugam pra estudantes em Curitiba, por exemplo. Tem dois quartos, uma sala grande, cozinha, banheiro. Até o momento tô sozinha. O outro quarto tá vazio. Reservei pelo AIRBNB. Um chinês me entregou a chave, foi bem fofo também, mostrou onde tá tudo, e pá, sumiu. Como é um ap de estudantes e pelo que percebi, homens, foi fácil achar latas de cerveja embaixo da cama, geladeira repleta de Coca e PBR (cerveja barata), cozinha bagunçada, etc. Mas ok, eu lido com jovens todos os dias, então tá difícil, não.

Aaaah, eu comprei um SIM Card (chip) em Atlanta, na primeira imagem lá em cima. Mais fácil pra me comunicar com as pessoas por aqui, wifi o tempo todo. Paguei 43 dólares, internet e telefone ilimitados por 30 dias. Depois posso recarregar. Tinha outra opção, "Tourist Kit" da T-Mobile. Mas valia só por 21 dias e não dava pra recarregar (30 dólares sem imposto). Mas aí eu teria que jogar fora e comprar outro. Como quero continuar com meu chip ativo, preferi o kit da Ultra Mobile. Funciona super bem. A menina já ativou pra mim na loja da InMotion, onde comprei, no aeroporto de Atlanta.

Graças ao meu chip, internet diretão, eu fico ativa em meus aplicativos socializando, construindo networking (não tô no Tinder, juro!).  O CouchSurfing é o meu favorito. Uso há muitos anos. Mas andei meio off  da plataforma. Reativei antes de vir pra cá e adorei o aplicativo, que não tinha antes. Enquanto estou aqui, tem uma professora da Espanha lá em casa, hospedada via CS. E pelo aplicativo as pessoas que estão na cidade, turistas ou gente que mora no local, marcam encontros pra beber, caminhar, ou ver um show. Ontem à noite fui jantar com um amigo em um restaurante ótimo: Eddie V's. Excelente música, ótimo atendimento e comida boa. Já falei né, gosto das pessoas de Austin! E depois do jantar a gente foi pra um bar muito legal: Elephant Room. Tudo perto de onde eu tô ficando. Foi o primeiro bar que visitei em Austin. Possui uma grande variedade de cervejas, incluindo várias IPAs locais, minhas favoritas. E pelo que o Alex me explicou, funciona assim: o palco tá sempre montado. As pessoas combinam de ir lá tocar, sobrem ao palco e tocam. Austin tá repleta de artistas. Tô adorando esse jeito Austin de ser.

Hoje eu vou dar umas voltas com um menino gente finíssima do CouchSurfing: Eugene, que foi super gentil em se oferecer pra me levar ao supermercado pra comprar umas coisas, dar um rolé pela cidade. Como tá chovendo horrores desde que cheguei, sem parar (até me lembra Curitiba mal humorada!), fazendo um frio dos infernos e eu não conheço bem a cidade ainda, o Eugene tá de folga e vem me buscar agora de manhã pra gente fazer o rolê de carro. Depois eu conto.

Acho que já tenho bastante informação, considerando que são apenas as primeiras 24 horas de Austin. Mas não se preocupe, tá tudo anotadinho. Depois vou fazer um resumão com todas as minhas recomendações: o melhor e mais barato de tudo. Eu ainda continuo multiplicando tudo por 4 pra não ultrapassar os limites. :D

 

Redhook
Celinha Camargos
Celinha Camargos Seguir

CEO da Redhook School, há mais de 12 anos no mercado de comunicação. Seu maior talento é reunir pessoas competentes para inspirar, compartilhar conhecimento, experiências e fazer novos negócios.

Ler matéria completa
Indicados para você